ENTREVISTA Guiomar Namo de Melo

Por Sebastião André
“O Professor do futuro tem que ser um orientador”
GUIOMAR NAMO DE MELLO, é especializada em Orientação Educacional, possui Mestrado e Doutorado em Educação Comparada pelo Instituto de Educação da Universidade de Londres – Inglaterra. É autora de vários artigos e livros sobre Educação.
Em entrevista para o APRENDAKI, Guiomar fala da qualidade da educação básica no país.
Quais são os maiores defeitos na qualidade do ensino básico no Brasil?
Não são defeitos, são a herança que nossa escola trás de uma escola que sempre foi de minoria e no momento em que ela se estende a todas as crianças ela entra em uma crise. Pois ela escola não sabe ensinar as crianças fora do padrão em que ela historicamente foi preparada. Quando digo que ela não sabe é em um conceito geral, não só o professor ou a instituição educacional.
Apesar do Brasil ter feito um avanço grande na área da gestão educacional com o FUNDEB o FUNDEF e um regime de colaboração. As questões de estrutura estão equacionadas, ainda na parte pedagógica sentimos que precisamos rever uma series de questões: O currículo, os materiais que se usa para ensinar e aprender, além da formação dos professores. Esses três insumos que são tão básicos na educação eles não adequados com o tipo da demanda que a escola tem que enfrentar hoje dia. Há uma defasagem disso, mas é uma situação de crise, mas que em si mesma trás um potencial de superação. Nós avançamos muito com as diretrizes e os parâmetros curriculares, nós precisamos ir além. Nós estamos ainda discutindo a formação do professor. Nele temos um problema sério que envolve o ensino superior que não está nalfada de decisões, nem da prefeitura nem do estado, que em ultima estância emprega os professores formados no ensino superior.
E desrespeito aos materiais de ensino, nós temos alguns vícios de pré-concepções que precisam ser discutidas.
Em que as novas tecnologias vão auxiliar nesse processo da qualidade do ensino de base?
Sem duvida alguma. As novas tecnologias permitem tornar mais acessível, sobretudo ao professor o conhecimento que ele precisa pra trabalhar as novas tecnologias na sala de aula. As tecnologias permitem que o professor faça intercâmbio. Elas têm um papel muito importante tanto na formação do professor quanto no “tornar-se” uma ferramenta pedagógica na sala de aula.
O professor deve buscar essas novas tecnologias ou deve esperar a iniciativa do governo em aprimorar esses conceitos na escola?
Já passou do tempo que nós esperamos o governo. Não só pra as novas tecnologias, mas para tudo. As pessoas têm que ser pró-ativa. Todos os profissionais têm que ter um grau de gerencia e de gestão de sua própria carreira, hoje você pessoas das mais diferentes áreas buscando entender a tecnologia, aplicar, aprimorar e incorporar na sua prática. Vale para o professor o que vale para os outros demais.
Tem a visão de como será o professor do futuro?
Tenho sim. O professor do futuro tem que ser antes de tudo um orientador. Não quer dizer que ele não deva fornece um conteúdo, mas sim que ele deva participar com o aluno a partir de novos sentidos do conhecimento. Esse é o professor do futuro.
Como avalia a intenção do congresso nesse manifesto tecnológico da educação?
Mais uma vez São José dos Campos se firma como um pólo de Vanguarda e de inovação da educação. O fato de estar junto ao VIRTUAL EDUCA é muito importante nesse sentido, pois é um recado que a cidade esta dando. Esse evento marca um momento importante na educação como um todo.
Gostaria de parabenizar pela excelente atuação nas palestras sobre o
Currículo - simetria invertida