10 de Novembro de 2007

Maria Helena Bartholo no Simpósio de Psicopedagogia

Publicado por Aprendaki em ABPp | Enviar por e-mail.

Maria Helena Bartholo
Maria Helena Bartholo

Meu filho não aprende… A intervenção psicopedagógica e os diferentes contextos familiares – por Maria Helena Bartholo

Minha experiência no trabalho com famílias com crianças e/ou adolescentes com problemas na aprendizagem, tem mostrado que essa afirmação independente do contexto sócio-cultural e da maneira como a família está organizada. É uma afirmação que surge permeada de emoções, que podem parecer paradoxais se não usarmos as lentes da complexidade. Sentimentos que transitam da preocupação ao conformismo, da tristeza à raiva, são muito comuns e, uma vez legitimados, transformam-se em potentes ferramentas na desconstrução de pré-conceitos com relação ao aprender e na ressignificação sobre o não aprender daquele sujeito (o paciente identificado).
Acreditando que a vida humana não está geneticamente predeterminada, nem estamos geneticamente predeterminados para sermos um tipo ou outro de ser humano, procuro entender o que significa a colocação “Meu filho não aprende”, para cada membro da família que me procura. Que construções fazem do problema, que expectativas cada um tem sobre o aprender, como aprendem o que aprendem.
Nós, seres humanos, não importando o que se fala sobre determinismo genético.
O cliente que nos consulta chega ao consultório pelas mãos de um adulto que pode ser uma das figuras parentais, uma avó, ou alguém que faça o papel de cuidador na família. Na maioria das vezes, chega, também, sem vontade, ou melhor, dizendo-se, obrigado.
São pacientes que já foram submetidos a muitos tratamentos e/ou a tratamentos muito longos.
Chegam, desgastados e descrentes, com a possibilidade de transformação, e, com freqüência, com dificuldades nas relações familiares.
Trazem o relato de histórias de tratamentos pouco eficazes e/ou de tratamentos ineficazes.
O agravante que vejo em cada relato de terapia que “não funcionou”, “não ajudou muito”, além, claro, do fato que deixam as pessoas expostas a um sofrimento crônico são os perigos conhecidos. Entre eles, a cristalização e/ou o reforço de um padrão familiar que coloca aquele sujeito no lugar de “especial”, que acaba protegendo-o.

MARIA HELENA BARTHOLO
Pedagoga-Psicóloga-Terapeuta de Família.Diretora e Professora do Curso de Formação em Terapia de Família e Casal do CEFAI (Centro de Estudos da Família Adolescência e Infância no RJ) Editora Responsável da Revista Idéias Sistêmicas publicada pelo CEFAI Organizadora do Livro “Relatos do Fazer Psicopedagógico” Editora NOOS, co-autora do livro “Conversas para Gerar Conversas -parceria família escola”.

Uma resposta

RSS | Link desta publicação

  1. 12 de Novembro de 2007 @ 13:59

    […] » Maria Helena Bartholo […]

Deixe uma resposta

:mrgreen: :neutral: :twisted: :shock: :smile: :???: :cool: :evil: :grin: :oops: :razz: :roll: :wink: :cry: :eek: :lol: :mad: :sad: