6 de Julho de 2008

Momentos de indecisão - por Sylvia Romano

Publicado por Aprendaki em Articulistas, Sociedade | Enviar por e-mail.

Tudo na vida são escolhas. A única coisa que não podemos escolher é nascer. Depois que nascemos tudo passa a ser uma decisão nossa, consciente ou inconsciente. Mesmo enquanto bebê, podemos chorar ou não, mamar ou não, rir ou não. Na primeira infância, podemos fazer “birra” ou não, e por aí afora.

Já na adolescência, podemos optar por estudar, amar, começar a fumar, ou por qualquer outra coisa e a decisão será só nossa, e sempre teremos de arcar com o resultado da escolha, seja ela certa ou errada. “Ser ou não ser”, já dizia um bardo inglês. Este é um dos grandes enigmas da vida. Qualquer escolha, por mais insignificante que pareça ser, vai influenciar o nosso futuro, nos dará uma nova vida, quando não, até nos levar à morte. Opções das mais simples, como ir ou não ir, uma roupa, um caminho diferente, um sorriso, ou seja lá o que for, imperceptivelmente poderá compromissar tudo o que está por vir. Quanto mais velhos ficamos, mesmo contando com toda a sabedoria acumulada, as decisões continuam a nos atormentar. Quanto mais vivemos, sabemos que as escolhas podem ser múltiplas e a decisão do que parece ser o melhor fica cada vez mais complicada. “Ah se os velhos pudessem e os jovens soubessem…” é pura balela, “o que sei é que nada sei” sempre aparece na hora do vamos ver. Princípios e ética são imutáveis, mas infelizmente estes valores variam de pessoa para pessoa, existindo uma medida e oportunidade de escolha para cada um, ou seja, voltamos ao “ser ou não ser”, ou melhor, ao por aqui ou por ali.

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