Memória seletiva - Por Sylvia Romano
O ser humano, há bem pouco tempo, recebia diariamente um certo número de informações. Esta era a realidade até meados da década de 80 do século passado. Tal conhecimento provinha dos livros, das escolas, do rádio, da televisão, das cartas, dos jornais, das revistas e, até mesmo, das “fofocas” de pessoas próximas.
Com o advento da internet, o volume de recebimento de informações passou a ser impulsionado a uma velocidade inimaginável e em tempo real, o que praticamente inviabilizou o interesse por notícias e conhecimentos transmitidos pelos meios de comunicação tradicionais, em razão da atualidade que aquele proporciona. A quantidade de informações também cresceu de forma exponencial, sendo que o homem contemporâneo recebe e tem um nível de conhecimento que o torna muito mais instruído do que vários gênios de um passado até recente. Porém, infelizmente, esta avalanche de conhecimento também causa uma tremenda carga de desgaste físico e mental, impulsionadora do “stress” que hoje acomete uma grande parcela da população, de tal forma que a maioria das informações acaba não sendo armazenada e poucos conseguem reter na memória o que aconteceu consigo, mesmo que recentemente.
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