Programação - Grupos de Trabalho
Aqui o professor expõe, articula e motiva projetos pedagógicos.
Fruto da premiação “Rubem Alves de Educação e Criatividade” e “José Ernesto Bologna de Gestão Criativa da Educação”, realizado pelo Teatro de Tábuas, dos 67 projetos inscritos para concorrer aos prêmios, oito foram selecionados para integrar dois grupos de trabalho como atividade componente da programação do VI Congresso de Arte e Educação.
Cada grupo terá um mediador responsável pelas intercessões necessárias durante a apresentação do projeto. O professor é responsável pela exposição do projeto: linha de pesquisa, teoria, prática e repercussão da atividade, permitindo sugestões acerca das possibilidades de aplicação do trabalho e estimulando professores a desenvolverem novos projetos em arte-educação.
O professor escolherá participar de um grupo de trabalho (nível infantil ou fundamental) e de uma oficina cultural, atividades fundamentais oferecidas no VI Congresso de Arte e Educação.
NÍVEL INFANTIL:
Mediador - responsável por apresentar referências teóricas, projetos de natureza semelhante e selecionar questões que serão respondidas pelo professor que apresentou o projeto.
Mediador do Grupo 1: José Aparecido Araújo
Biólogo e Pedagogo com mestrado em Psicologia do Escolar, Diretor da rede pública estadual aposentado, assessor pedagógico do IPECF (capacitação docente) e professor universitário das Faculdades Maria Imaculada.
Relator é o responsável por dirigir um relatório e registrar todos os temas abordados durante as discussões do Grupo de Trabalho, principalmente, a proposta do projeto coletivo.
Relatora do Grupo 1: Vera Lúcia de Barros Pereira da Cruz
Graduada em pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras Oswaldo Cruz, mestre em Psicologia Escolar e pós-graduada em Psicopedagogia, participou de congressos, seminários e encontros como o V CONPE (Itajaí-SC 2000) e o Congresso Nacional de Educação (Águas da Prata-SP 2004). Atuou como docente em escolas de ensino fundamental e média a nível superior.
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“Pequenos animais, grandes responsabilidades”
- Cícera dos Santos de Almeida Ferreira - EMEI dos Santos de Almeida Ferreira - Marília-SP
Dia 22/07
- 14h30 às 15h - Apresentação
- 15h às 15h50 - Debate
Percebe-se que um grande número de alunos possui algum animal de estimação. Para que essa aquisição seja com responsabilidade, pretende-se conscientizar as crianças e familiares do compromisso que um animal de estimação requer e reforçar os valores de responsabilidade, respeito e sociabilidade das crianças, contribuindo para a formação do cidadão atuante.
Os objetivos deste trabalho é:
- reconhecer que os animais são seres vivos e interativos;
- valorizar a saúde e o bem-estar dos animais de estimação;
- conscientizar as crianças e suas famílias quanto a prevenção da raiva através das campanhas de vacinação (cães e gatos);
- conscientizar sobre outras doenças que podem ser transmitidas pelos animais e transmitidas aos seres humanos;
- identificar diferentes tipos e características dos animais de estimação;
- construir gradativamene atitudes de respeito, cuidado, proteção e higiene; e
- conhecer locais que possam ampliar o conhecimento sobre o assunto estão entre os objetivos específicos do projeto.
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“Descobrindo o mundo através das cantigas de roda” - Miriam Rosiris Mendes
Creche Djalma Santos Paiva - Suzano-SP
Dia 22/07
- 16h10 às 16h40 - Apresentação
- 16h40 às 17h30 - Debate
Um dos princípios da Pedagogia da Infaância é “ouvir” o que as crianças pequenas têm a dizer sobre suas vidas, não limitando suas formas de expressão e nem suas linguagens. E no processo de tomada de decisão, respeitar seus direitos e opiniões, principalmente quando o que se está decidindo relaciona-se diretamente sobre a vida delas. Assim como as crianças são re-produtoras de cultura, elas também as produzem.
Partindo deste pressuposto, o trabalho é um relato da experiência de um projeto, desenvolvido na Creche Municipal Djalma Santos Paiva, Município de Suzano-SP, com crianças de 2 a 4 anos, cujo tema - cantigas de roda - foi o eixo norteador das ações desenvolvidas. Um dos objetivos foi possibilitar às crianças acesso a diversas linguagens e interação com culturas e conhecimentos diversificados.
A utilização das cantigas possibilita uma imensa variedade de manifestações de linguagens (musical, gestual, oral, teatral, pictórica, escrita). O intuito foi fazer com que as crianças tivessem acesso a essas linguagens e que as mesmas pudessem descobrir as mais diversas formas de expressão e apropriação de produções culturais.
A autora esclarece que não foi intenção transformar as cantigas em conteúdos para que sejam trabalhados na escola nem transformar o projeto em meros temas geradores, mas possibilitar às crianças múltiplas formas para realizarem leituras de mundo e se apropriarem de conhecimentos e principalmente terem contato, apreciação pelas músicas que fazem parte da cultura popular.
Outro aspecto relevante referiu-se à utilização das cantigas descobrindo as possibilidades expressivas da música, proporcionando às crianças um contato mais prazeroso com a linguagem musical, deixando com que elas explorassem, descobrissem e criassem os movimentos.
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“Isso sim isso não” - Ruth Francisco dos Santos
EMEI Creche Francisco dos Santos
Dia 23/07
- 16h10 às 16h40 - Apresentação
- 16h40 às 17h30 - Debate
O objetivo central do projeto “Isso sim isso não” de autoria de Ruth Francisco dos Santos da EMEI Chece Criança Feliz de Marília-SP é valorizar a segurança, a saúde e o bem-estar individual e coletivo através de orientações sobre prevenção de acidentes em casa e na escola.
Dentre os objetivos específicos destaca-se: estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico da família e da escola, e recomendações de segurança próprias em cada ambiente; manifestar opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando idéias; controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras em situações diversas, construindo gradativamente atitudes de respeito, cuidado, proteção e higiene.
Através de atitudes favoráveis e desfavoráveis à segurança da criança são proporcionadas pelos limites impostos a ela, ou seja, é preciso que o adulto responsável pela criança assegure sua segurança e bem-estar impondo limites que a faça perceber e/ou compreender que sua postura ao dizer sim ou não (apresentando regras de comportamento) é apenas uma motivação e capacitação ao auto-cuidado. No entanto, impor limites é muito mais que dizer sim ou não, é orientar e informar a criança para que, aos poucos, ela se conscientize dos perigos e cuidados diante de situações de risco, evitando assim os acidentes.
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“Meu broto de leitura” - Creuza Prates Galindo Soares
Berçário Prates Galindo Soares - Marília-SP
Dia 23/07
- 14h30 às 15h - Apresentação
- 15h às 15h50 - Debate
“Meu broto de leitura” é o tema do trabalho de Creuza Prates Galindo Soares do Berçário Prates Galindo Soares em Marília-SP. A leitura e a escrita sempre foram objetos de investigação e discussão por parte dos educadores que sempre valorizam estas formas como sendo essenciais para a compreensão do mundo letrado.
A leitura e a escrita voltada para bebês têm ainda uma bibliografia bem escassa e isso suscitou a pesquisa da importância da mesma, demonstrando que é possível desenvolver um trabalho sobre leitura e escrita para bebês, desde que respeitemos suas limitações e despertemos neles um olhar maravilhado com a descoberta do mundo.
Como a bibliografia é escassa, encontrou-se experiências em espaços como hospitais ou em países como Espanha e Portugal de forma limitada ou sem envolvimento direto entre escola/família. “Neste sentido, procurei demonstrar através deste projeto, que o trabalho com a leitura pode ser desenvolvido desde os mais pequeninos, envolvendo a escola, família e comunidade escolar e que o resultado é realmente bastante otimista, se todos aqueles que convivem direta ou indiretamente com a criança se coloque como elo entre esta e o mundo letrado,” embasa a autora do projeto.
Cabe aos educadores o compromisso de planejar atividades possíveis e desafiadoras, principalmente no trabalho com bebês, que percebem à sua volta um mundo totalmente novo, querendo entender os porquês de tudo o que acontece e investigar para responder, cada um à sua maneira, e da forma que lhe é apresentado, questões que formarão sua identidade, frente ao grupo a que pertence e da sociedade a qual faz parte.
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NÍVEL FUNDAMENTAL:
Mediador - responsável por apresentar referências teóricas, projetos de natureza semelhante e selecionar questões que serão respondidas pelo professor que apresentou o projeto.
Mediador do Grupo 2: Célia Maria Ranzani Avanzi
Professora, graduada em pedagogia e pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior. Fez diversos cursos de especialização em Educação, dentre eles para Gestão de Pessoas e Gestão Pedagógica pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Lecionou em turmas de ensino médio e superior, além de participar de Congressos, Seminários, Simpósios e Workshops.
Relator é o responsável por dirigir um relatório e registrar todos os temas abordados durante as discussões do Grupo de Trabalho, principalmente, a proposta do projeto coletivo.
Relatora do Grupo 1: Ana Maria de Andrade Bousi
Graduada em Pedagogia pela Unesp (Araraquara - SP) e Letras pela Fundação de Ensino Otávio Bastos (São João da Boa Vista-SP). Atuou como professora, coordenadora pedagógica, diretora de escola, supervisora de ensino e professoar dea Faculdade de Educação de Santa Rita do Passa Quatro e São José do Rio Pardo.
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“O bicho não é tão feio quanto parece” - Elizabete C. Ribeiro da Silva
Escola Municipal Presidente Antonio Carlos - Rio de Janeiro-RJ
Dia 22/07
- 14h30 às 15h - Apresentação
- 15h às 15h50 - Debate
“Estamos aprendendo a valorizar espaços específicos para a conservação de espécies, mas estamos esquecendo que todos os seres fazem parte de um contexto único e maior que é o planeta,” contata a autora do projeto “O bicho não é tão feio quanto parece”, Elizabete Ribeiro da Silva. Nesta perspectiva todos os ambientes, construídos ou não, devem se configurar em áreas onde sejam preservadas as inter-relações positivas entre as diversas formas de vida.
É papel da educação - e não especificamente da educação adjetiva de ambiental - identificar nos aspcetos sociais e culturais certas sutilezas para conjugar conhecimento científico e o cotidiano, promovendo discussões éticas sobre valores, com vista ao rompimento com alguns modelos e a elaboração de outros. Muito se há para educar e educar-se, sob pena de adotarmos um discurso vazio. Para Francisco Gutiérrez “educar é impregnar de sentido as práticas da vida cotidiana”, então, é preciso muito exercício de reflexão em que pese repensar nossos hábitos, mesmo os mais banais, pois são nesses que se escondem as ciladas paradigmáticas.
Prentendeu-se com este trabalho colocar em evidência alguns animais que são tratados preconceituosamente sendo, por isso, excluídos e maltratados. Foi proposto um estudo de seus comportamemntos para a ponderação sobre as atitidudes das pessoas em relação a eles, de modo a contribuir para procedimentos mais coerentes.
Espera-se que os alunos sejam capazes de questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação (PCNs 1998).
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“Cinescola” - Renato Rodrigues Paes
Unidades EJA - Praia Grande-SP
Dia 22/07
- 16h10 às 16h40 - Apresentação
- 16h40 às 17h30 - Debate
O projeto pretende levar às escolas significativas produções cinematográficas brasileiras, que possibilitem um olhar artístico e crítico, uma posterior reflexão individual e um debate com o grupo, estendendo-se até as salas de aula de cada turma.
A relevência do projeto dá-se pela instância de legitimização da arte (aqui, exclusivamente, cinematográfica) na vida social e não apenas na dimensão atribuída pelo mercado.
É movimento (cine) contra a exclusão social, já que nem todos podem freqüentar os cinemas da cidade (sitiados nos shoppings), seja por questões econômicas e/ou pela falta do fomento cultural criador de um público cinéfilo crítico e refletivo.
A escola é o lugar possível, eficaz e estratégico para receber a sétima arte, uma vez que por si, deve ser a base teórica e prática que por meio de políticas educacionais e culturais faz entender pluralidades e diferenças.
O cinema, enquanto linguagem audiovisual estimula a criatividade, o que auxilia os alunos tanto na vida pessoa, quanto profissional. A dona de casa, o engenheiro, o gerente, o professor, o estudante, o comerciante, enfim, todos os profissionais realizam melhor suas tarefas, se criativos.
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“Matemática in Concert” - Willian José da Cruz
Escola Municipal Crispim de Paula Nésio - Barbacena-MG
Dia 23/07
- 14h30 às 15h - Apresentação
- 15h às 15h50 - Debate
O trabalho de Willian José da Cruz da Escola Municipal Crispim de Paula Nésio em Barbacena-MG visa a desmistificação de que a matemática é supérflua e dispensável. Muitas pessoas julgam o valor da Ciência da Matemática sem conhecer previamente a sua real importância e dimensão. É nesse sentido que o trabalho aponta que é preciso haver mudanças de hábitos e comportamentos que foram repetidos e repassados há anos.
A matemática é uma das matérias mais rejeitadas e que causa desconforto à maioria dos estudantes, principalmente, do ensino fundamental. Em séries, na qual o assunto se torna mais abstrato, encontra-se um dificuldade grande de adaptação dos alunos, a realidade matemática, ficando evidente o fracasso e aumentando a rejeição por essa ciência.
A observação de atividades pedagógicas desenvolvidas para a melhoria e o aprendizado matemático, indica, ainda as conexões que podem estabelecer entre outras áreas do currículo escolar através da produção de conheciment. Isto é possível quando o professor é capaz de mediar situações novas de aprendizagem, isto é, situações que fujam das práticas tradicionais.
Introduzir uma nova tecnologia ao ensino da matemática, ou sje,a música como arte, capaz de auxiliar o aprendizado, requer uma habilidade, que torne a matemática mais agradável, sem perder a responsabilidade de estar trabalhando com a mãe das ciências.
O objetivo desse projeto é “que tenhamos a oportunidade de desenvolver e ampliar um modelo pedagógico que proporcionará uma condição mais dinâmica, com uma linguagem simples e prazerosa para o ensino/aprendizado de matemática, modificando a imagem de ódio por essa matéria por essa matéria e incentivando ao estudo, pesquisa e uma maior interação com esse conteúdo.
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“Programa de educação para as artes” - Eliane Somacal Marcondes Gauze
Escola Municipal de Artes - Rio Branco-PR
Dia 23/07
- 16h10 às 16h40 - Apresentação
- 16h40 às 17h30 - Debate
Vem de Pato Branco-PR o “Programa de educação para as artes” de autoria de Eliane Somacal Marcondes Gauze da Escola Municipal de Artes. O projeto visa contribuir para o desenvolvimento do equilíbrio emocional, do pensamento crítico, do corpo e da mente com aulas de artes tendo como resultado final apresentações artísticas isoladas e também juntas com temas educativos que colaborem com o desenvolvimento integral da criança e do adolescente bem como desenvolver a noção de cooperação e amizade.
O projeto deseja ainda promover a integração e a cooperação do trabalho em grupo; desenvolver a coordenação motora ampla e fina; analisar o mundo de forma crítica (modismos, danças, novelas, artes, etc) formando cidadãos; ouvir e falar como formas de expressão de sentimentos e opiniões lógicas ou não; compreender o mundo como ser participante; dançar, representar, confeccionar, desenhar, expressar uma cena, uma história, compreendendo a cultura local, de mídia e as clássicas; colaborar com uma equipe, trabalhando em grupo.
Cuidar para que as crianças se respeitem, analisem suas atitudes, amem-se, respeitem os espaços, é responsabilidade do professor. Na sala de aula deve-se construir com os alunos o trabalho, deixando claro aonde se pretende chegar. Procura-se não ter atitude de repressão, mas quando a criança apresenta atitudes de agressividade ou de desrespeito, o professor questiona o grupo com o qual esta criança está inserida, levando a criança a se responsabilizar por sua parte como membro de uma equipe.
“O fato de a criança ter escolhido estar no Centro de Artes, de ter escolhido o curso, de ter liberdade para opiniar, facilita na hora de cobrar comportamento, pois levamos a criança a pensar que ela é responsável pelo espaço e pela equipe,” conclui.
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Dia 24/07
- 14h30 às 17h30 - Apresentação
Reflexões, experiências, criação de um projeto de prática pedagógica a partir dos projetos apresentados e das discussões levantadas.
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Dia 25/07
- 14h30 às 17h30 - Apresentação
Relator apresenta a proposta elaborada a partir das reflexões do grupo de trabalho.
Votação para escolha do projeto de Ensino Infantil que receberá o prêmio.
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